Apresentações 

 

__ BLANC 
 VANIA VANEAU 
 

18 FEV 2022

sexta às 21h

​Local: Academia Almadense - Auditório Osvaldo Azinheira

Preçário: Adultos - €6 | Jovens, Seniores, Grupos (+10) - €5

M/12 | Duração: 45 min.

 

Blanc é uma investigação sobre transe e transformação. Desdobrando camadas do corpo e do seu entorno, o trabalho vai revelando diversas faces que compõem um corpo individual. Um corpo formado por multiplicidades, como a luz branca que é constituída por todas as outras cores. Através da mudança de peles e da figura do xamã, o corpo, atravessado por fluxos de energias e imagens, é ao mesmo tempo material e limitado e também utópico, múltiplo e infinito. Movendo-se entre camadas de um continuum que vai da realidade para a ficção, do presente para o imaginário, e do racional ao não racional.

 

Ficha Artística

Conceção e interpretação: Vania Vaneau
Realização musical: Simon Dijoud
Colaboração: Jordi Galí
Iluminação: Johann Maheut 
Produção: Cie. Arrangement Provisoire
Coprodução: CCNR- Yuval Pick, Ramdam (St.Foy-les-Lyon)
Apoios: Les Subsistances (FR), L'Animal à la Esquena (ES), CDC Le Pacifique (FR)

Foto: Gilles Aguilar

 

Vania Vaneau - Nasceu no Brasil e vive em França. Graduada na PARTS em Bruxelas e em psicologia na Université Paris 8. Participou de criações de Wim Vandekeybus, Maguy Marin, David Zambrano, Jordi Galí, Yoann Bourgeois e Christian Rizzo. Apresentou Blanc em diversos festivais da Europa, da América do Sul e da Ásia e recebeu com esta peça o Prémio Beaumarchais-SACD (Festival Incandescences 2015). Codirige a Cia. Arrangement Provisoire em Lyon com a qual é artista associada ao Le Pacifique CDCN de Grenoble de 2016 a 2020 e ao ICI-CCN de Montpellier de 2020 a 2022. 

A sua pesquisa coreográfica vincula o trabalho físico a um aspeto plástico da fabricação e manipulação de materiais, figurinos e objetos cenográficos. Vania Vaneau se interessa pelas múltiplas camadas físicas e psíquicas que compõem o corpo humano em uma relação de continuidade com o meio natural e cultural. Jogando com intensidades e contrastes, ela explora as fronteiras entre o interior e o exterior do corpo, materiais visíveis e invisíveis e cria coreografias de plasticidade sensorial e imagética.

 

 

 

 

__ BARRICADA

partilha da Oficina-Performance

 MARCELO EVELIN 

26 FEV 2022, 

sábado às 20h

​Local: Casa Municipal da Juventude de Cacilhas - Ponto de Encontro

Preçário: Adultos - €6 | Jovens, Seniores, Grupos (+10) - €5

M/12 | Duração: 50 min.

Barricada é uma prática coletiva que propõe pensar proximidade como forma de resistência e o estar juntos como posição política. Uma figura coreográfica na qual um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula para marcar um momento no tempo e no espaço, questionando noções de autonomia para deslocar identidades e friccionar fronteiras. 

O nome barricada refere-se às táticas populares de insurreição que surgiram no século XVI, estruturas improvisadas que são construídas como um movimento de confronto, mas também como espaço de proteção para uma determinada comunidade. 

As barricadas são estruturas porosas, essencialmente coletivas, feitas de aglomeração improvisada de qualquer material, que deixam suas funcionalidades para formar um organismo único e plural.

 

O projeto Barricada vem sendo desenvolvido pelo coreógrafo Marcelo Evelin e a Plataforma Demolition Incorporada, desde Janeiro de 2019 nos seguintes contextos: ISAC – Instituto Superior das Artes Coreográficas – Bruxelas, Museu Reina Sofia - Centro de Estudios de Posgrado – Madrid (com a colaboração de Túlio Rosa), CND/ Camping– Paris, Universidade Shikoku Gakuin - Zentsuji, Porto Iracema das Artes – Fortaleza (BR), Residência Demolition Incorporada – Campo Arte Contemporânea – Teresina (BR), Festival NIDO – Rivera (UY).
 

Marcelo Evelin – Bailarino, coreógrafo e pesquisador. Vive entre Teresina e Amsterdão. Trabalha no Brasil, Japão e em vários países da Europa como artista independente a frente da Plataforma Demolition Incorporada, baseada no CAMPO, um espaço de Residência e Resistência das Artes Performáticas em Teresina, no Piauí. Seus espetáculos "De Repente Fica Tudo Preto de Gente", "Batucada" e "A Invenção da Maldade" circulam atualmente por teatros e festivais do mundo. Ensina na Escola Superior de Artes de Amsterdão desde 1999 e vem criando projetos junto a Universidades e cursos de mestrado, entre eles ISAC (Bruxelas), Museu Reina Sofia (Madrid), EXERCE (Montpellier) e CND (Paris). Em 2019 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Piauí. Recentemente criou "Drama" (2021) para La Manufacture (Lausanne, Suíça) e "La Nuit Tombe Quand Elle Veut" (2021) em colaboração com Latifa Laabissi. 


 

 

__ ÉPOCA

 VOLMIR CORDEIRO E MARCELA SANTANDER CORVALÁN 

27 FEV 2022, 

domingo às 20h

​Local: Academia Almadense - Auditório Osvaldo Azinheira

Preçário: Adultos - €6 | Jovens, Seniores, Grupos (+10) - €5

M/12 | Duração: 55 min.

 

“Feitas de êxtase, de prazer, de gozo, de subversão, de lascívia, de susto, de extravagância e de alegria, as danças as quais nós nos apegamos requerem uma intensa capacidade em passar de um humor a outro e a inventar imaginários insolentes. Sem deixar de lado as exigências de desarticular, desarmar e chacoalhar o corpo, cada dança trabalha no sentido de evidenciar uma emoção. Um programa de faculdades imaginárias é criado para tornar visível presenças específicas, naturezas de relação com o público variadas e modos de sentir interdependentes. 

Época é um estudo pontuado por danças nas quais uma certa maneira de representar o poder de gestos disformes, em cena, foi questão para mulheres artistas do século vinte. Nós começamos lendo descrições de danças feitas por suas criadoras, e recusamos todo recurso à filmes, vídeos e fotografias. Depois, transformamos livremente as descrições em partituras para danças curtas. Uma vez tornadas ficção, as partituras viram gestos encarnados e começam a criar danças autônomas dos primeiros textos que lhes predeterminaram. Apoiando o projeto na potência da palavra e na sua capacidade intrínseca de invenção do gesto dançante, essas danças dão a ver uma história de defasagem entre os intérpretes como prolongamento de uma defasagem entre os tempos, as palavras e as sensações, o teatro e a nostalgia.

Época designa assim uma categoria qualitativa e não cronológica, na qual elementos de interpretação são postos em jogo para ativar uma história íntima e viva, quem sabe perdida ou esquecida no passado simbólico dos nossos percursos como artistas. A dança é aqui tomada como um meio bruto e direto de visitar e avivar um arquivo que não para de procurar nos nossos presentes suas vitalidades insistentes. Época investiga a magia do enigma, do mistério, da força do instante e da sua renovação assídua como fundamento do movimento performado.

Época é constituída das seguintes danças: A subversão de 1920, O susto de 1929, A extravagância de 1926, O mistério de 1996, A conquista de 2001, A vertigem de 1968, A dominação (data desconhecida), A euforia de 1925, A crença de 1965, A ressurreição de 1973, O vício de 1922, A lascívia de 1917, O gozo de 1927 e O êxtase de 1920, O transbordamento de 2015.” 

Volmir Cordeiro e Marcela Santander Corvalán

Ficha Artística

Coreografia e interpretação: Volmir Cordeiro e Marcela Santander Corvalán
Luz: Maël Guiblin
Operação de Luz: David Goualou
Figurinos: Volmir Cordeiro e Marcela Santander Corvalán
Coprodução: Le Quartz, Scène Nationale de Brest
Com o apoio de: Ménagerie de Verre (Paris), Casa do Povo (São Paulo), Le CN D – Centre National de la Danse (Pantin).
Agradecimentos: Clarisse Chanel, Carolina Mendonça, Phelipe Janning e toda a equipa do Quartz.


 

Volmir Cordeiro - Doutor em dança pela Universidade Paris 8 (França). Artista-pesquisador, trabalhou com os coreógrafos Alejandro Ahmed, Lia Rodrigues, Cristina Moura, Naiá Delion, Xavier Le Roy, Laurent Pichaud & Rémy Héritier, Emmanuelle Huynh, Jocelyn Cottencin, Vera Mantero, Nadia Laura & Zeena Parkins, Latifa Lâabissi e Rodrigo García. Em 2011 realiza estudos coreográficos no Mestrado Essais – CNDC d’Angers (direção Emmanuelle Huynh). 

A partir de 2012 começa a realizar seus próprios projetos como coreógrafo, apresentando suas peças em diversos festivais internacionais. Ensina regularmente em escolas de formação coreográfica como no Mestrado Exerce - Montpellier, Mestrado Drama - Gent, P.A.R.T.S, La Ménagerie de Verre e CND, em Paris e Pantin. É autor do livro "Ex-Corpo" (éditions carnets), pelo CND. De 2021 a 2023, Volmir Cordeiro é artista associado a Points-Communs, Scène National de Cergy e na La Briqueterie (CDCN), em Vitry. Em 2021, recebeu o Prémio SACD de Jovem Talento Coreográfico.

 

Marcela Santander Corvalán - Nasceu no Chile, formou-se na Scuola d’Arte Dramatica Paolo Grassi, em Milão e no CNDC d’Angers (direção Emmanuelle Huynh). Estudou História na Universidade de Trento e Dança na Universidade Paris 8. Trabalhou com os coreógrafos Dominique Brun, Faustin Linyekula, Julie Nioche, Ana Rita Teodoro. Colaborou com o coreógrafo Mickaël Phelippeau. Em 2014, começou a trabalhar nos seus próprios projetos. Foi artista associada do Le Quartz Scène National Brest, onde criou o dueto Época com Volmir Cordeiro em 2015, e o solo Disparue em 2016. Em 2017, desenvolveu o trabalho de MASH com a coreógrafa Annamaria Ajmone. A sua nova peça, Quietos, foi criada em Manège, Scène Nationale de Reims, em Novembro de 2019. Foi artista associada no Le Quartz, Scène Nationale de Brest de 2014 a 2017. É artista associada do centro La Manufacture CDCN, Bordéus.

 

__ LE CRI E SUR LE FIL

 NACERA BELAZA  

4 MAR 2022, 

sexta às 21h

​Local: Teatro Municipal Joaquim Benite - Sala Principal

Preçário: Adultos - €10| Jovens, Seniores, Grupos (+10) - €7.50

M/12 | Duração: 90 min.

 

Um programa duplo com duas peças fundamentais de Nacera Belaza, Le Cri de 2008 e Sur Le Fil de 2016. Belaza coreografa como uma espécie de inversão da lógica física e mental, desestabiliza princípios físicos e nos direciona para o que parece aparentemente impossível.


 

LE CRI 
 

“Sensação curiosa de que esta peça deveria ter sido a primeira... Uma espécie de movimento que vai do íntimo à superfície, até o desaparecimento. Um caminho que minhas peças percorrem incansavelmente. Mas talvez esta não vá mais longe, atém-se neste lugar, contém o grito e termina com ele... Através desta peça o meu propósito artístico não se expande, ele se concentra em seu ponto de origem. Esta peça escava dentro de nós, resistindo na verticalidade, ela atrai e jorra. O grito é quando a âncora não cede. É uma ideia simples, vital e sem fim...” Nacera Belaza

Le Cri

(2008, Prémio de Melhor Coreografia do Sindicato da Crítica de Dança Francesa)

Ficha Artística

Coreografia: Nacera Belaza

Intérpretes: Dalila Belaza, Nacera Belaza

Iluminação, Edição de som: Christophe Renaud 

Parcerias

Coprodução: Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis, Le Forum – Blanc-Mesnil, AARC (Agência argelina para a difusão Cultural - Ministério da Cultura da Argélia), Embaixada da França na Argélia, Centre de Développement Chorégraphique / Biennale Nationale de Danse du Val-de-Marne, Centre Chorégraphique National de Caen – Baixa Normandia, Centre Chorégraphique National de Créteil - Val-de-Marne.

Apoio: DRAC Ile-de-France, Région Ile-de-France, Conseil Général de la Seine-Saint-Denis, Association Beaumarchais, Culturesfrance / Ministère des Affaires Étrangères e ONDA (difusão).

Foto: Laurent Philippe


 

SUR LE FIL

Persistindo numa lógica de introspeção pessoal que leva ao encontro do Outro, em Sur le Fil, Nacera Belaza experimenta a transcendência partilhada com as intérpretes e o público. Desde as primeiras apresentações, a sua dança, ao mesmo tempo hipnótica, minimalista e meditativa, expande o corpo ao extremo, permitindo-lhe ir além. Os espectadores, tal como as intérpretes, estarão sobre o limbo, um fio que representa o equilíbrio entre deixar cair, abandono e elevação da consciência de forma que a mente e o corpo cedam e não representem um obstáculo. “Só então, equilibrando-nos neste fio, por um tempo indefinido, aceitamos que não sabemos mais.”
Nacera Belaza

Sur le Fil

(2016, abertura do Festival Montpellier Danse)

Ficha Artística

Coreografia: Nacera Belaza

Intérpretes: Dalila Belaza, Nacera Belaza, Aurélie Berland, Bethany Emmerson

Conceção de som e luz: Nacera Belaza

Iluminação, Edição de som: Christophe Renaud

Parcerias 

Produção: Compagnie Nacera Belaza

Coprodução: Festival Montpellier Danse, La Villette Paris, Centre Chorégraphique National de Tours / Direção Thomas Lebrun (acolhimento), Le Centre National de la Danse - Pantin (criação em residência), Moussem- Bélgica, Collectif 12- Mantes la Jolie- com o suporte de la DRAC Ile de France – apoio a residência, Bozar - Palais des Beaux-Arts de Bruxelas, Künstlerhaus Mousonturm de Frankfurt, Alemanha.

Com o suporte de Fonds Transfabrik (França-Alemanha)

Apoio ao projeto: Spedidam

 

A Companhia é subvencionada pela Região Ile-de-France e DRAC Ile-de-France / Ministère de la Culture et de la Communication. É apoiada pelo ONDA para difusão em território francês e pelo Instituto Francês para difusão internacional.

Nacera Belaza nasceu na Argélia, e vive em França desde os cinco anos de idade. Após ter estudado literatura, cria sua própria companhia de dança em 1989. Belaza coreografa uma jornada interna, numa escuta sensível do corpo, do espaço, do vazio. Potencializa as áreas de sombra e luz, a vertigem, a repetição, e transforma a dança num mergulho vertical introspetivo. As suas obras exploram o movimento numa respiração serena, profunda e contínua, despojando o “ruído ensurdecedor da existência”, dando ao gesto a sua utilidade existencial.                                            Em 2008, Belaza recebeu o Prix de la Révélation Chorégraphique de l'année du Syndicat de la Critique para a sua peça Le Cri. Foi distinguida diversas vezes, tendo recebido do Ministério da Cultura francês o título de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres (2015) e o Prix Chorégraphe de Société des Auteurs et Compositeurs Dramatiques (2015). Seus trabalhos são regularmente apresentados na Europa, na África, na Ásia e na América do Norte. É convidada para festivais como Montpellier Danse, Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis, Festival d’Avignon, Bienal de la Danse de Lyon, Kunstenfestivaldesarts, Festival de Marseille, entre outros. Para além do seu trabalho na Europa e na cena internacional, fundou uma cooperativa artística na Argélia e dirigiu a programação do festival de dança contemporânea "Le Temps Dansé".

 

 

__ LA BURLA

 BRUNO BRANDOLINO E BIBI DÓRIA 

12 MAR 2022, 

sábado às 20h

​Local: Casa Municipal da Juventude de Cacilhas - Ponto de Encontro

Preçário: Adultos - €6 | Jovens, Seniores, Grupos (+10) - €5

M/12 | Duração: 40 min.

 

La Burla é uma ficção coreográfica que acompanha duas figuras situadas em uma realidade distópica. O encontro entre o sagrado e o profano toma forma em rituais e invocações de entidades que submergem das profundezas. Santas, bruxas, videntes, diabos, monstros e heroínas atravessam o imaginário desta peça, dando voz e corpo a um variado repertório iconográfico medieval.

La Burla é o resultado da parceria entre Bruno Brandolino (UY) e Bibi Dória (BR) em colaboração com Leticia Skrycky (UY). A pesquisa desta peça mobiliza perguntas que correspondem tanto a um pensamento coreográfico quanto a um desenvolvimento ficcional. Perguntamo-nos: Quais as relações possíveis entre coreografia e ficção?

Neste sentido, foram construídas práticas e procedimentos coreográficos que nos permitiram trabalhar com um repertório iconográfico específico e construir ficção a partir de sua ativação. Este repertório reúne imagens que percorrem vários séculos de produção visual na Idade Média e discursam sobre religião, paganismo, magia, contrapondo claramente duas visões de mundo: a oficial, ditada pela Igreja, e a não oficial, ligada aos ritos pagãos e as festas populares. Em La Burla, convocamos estes corpos e sujeitos de tempos históricos distantes para reverberar em nossos corpos contemporâneos como estratégia para gerar uma ficção ambígua, fortemente expressiva e absurda.

 

Ficha Artística

Direção e performance: Bruno Brandolino 

Cocriação e performance: Bibi Dória 

Desenho de iluminação e espaço: Leticia Skrycky 

Figurino: Nina Botkay 

Produção Executiva: Carolina Goulart 

Olhar Artístico: Bruno Moreno

Apoios: Fundação GDA (PT) e Materiais Diversos (PT) através do programa de consultoria em produção Novos Materiais. 

Apoio a Residências: O Espaço do Tempo (PT), Proyecto 23 Milhas (PT), La Caldera (ES), O Rumo do Fumo (PT), Estúdios Victor Córdon (PT), Fórum Dança (PT), Escola Superior de Dança (PT), Casa da Dança de Almada (PT) e CAMPUS - Paulo Cunha e Silva (PT). 

Parceiro Institucional: Programa Garantir Cultura | República Portuguesa – Ministério da Cultura (PT) 

Agradecimentos: Gabriela Orestes, Renata Torralba, Alina Ruiz Folini, Sofia Matos, Joana Silva, Dora Carvalho, Carolina Nogueira, Miguel Pereira, Luhdy Sardinha, Tamara Catharino, Joana Penido, Luísa Jubilut, Luisina Perez, Lara Ferrari, Cathrin Jarema, Manoela Uranga, Julián Pacômio, Carolina Campos e Gisela Dória.
 

Bruno Brandolino - Coreógrafo e performer. Graduado pela Escola Multidisciplinar de Artes Dramáticas (EMAD) e pelo inDANS - Escola de Artes do Movimento (UY). Trabalhou como performer na Perro Rabioso da coreógrafa Tamara Cubas e GEN Danza de Andrea Arobba, em contextos latino-americanos e europeus.

Em Portugal, colaborou como performer para Sofia Dias e Vítor Roriz, Carlos Manuel Oliveira e Bruna Carvalho. Em 2019 começa a sua atividade como coreógrafo com a criação da peça "El universo no se asemeja a nada", criada no PACAP II do Fórum Dança (PT), com curadoria de Sofia Dias e Vítor Roriz, apoiado pela bolsa FEFCA do Ministério da Cultura do Uruguai, apresentada no Espaço Alkantara (PT), CDCN (FR), Festival für Darstellende Künste (DE), Cartografías #2 (PT), Centro Cultural de España (UY).

 

Bibi Dória - Graduada em Dança pela UNICAMP (BR). Trabalha na intersecção entre a dança, a performance e a linguagem audiovisual. Realizou seu primeiro trabalho solo no PACAP (Fórum Dança) com a curadoria de Sofia Dias e Vítor Roriz, apresentado no CDCN (FR), Festival Cartografias #2 (PT) e Festival Planalto (PT) em 2021. Em 2018, criou a obra virtual Follow Me em parceria com a coreógrafa Sofia Kauer no Espaço La Sede (AR) e realizada no Encontro Bienal (Re)Union (PT). Colaborou como atriz na peça A Menor Língua do Mundo de Alex Cassal e Paula Diogo, estreada em 2019 no Festival Materiais Diversos e atualmente colabora como performer no projeto Cobertos Pelo Céu de Gustavo Ciríaco. Em 2020 foi premiada com a Residência Dança no MIS - Museu da Imagem e do Som - São Paulo (BR) e recentemente realizou a performance nome de filme durante o programa Interferências 2021 (PT). 

 

 


 

 OFICINA-PERFORMANCE 

__ BARRICADA     

Com MARCELO EVELIN

17 a 26 FEV 2022

(exceto dia 20 fevereiro, domingo)

Das 17h às 21h

Local: Casa Municipal da Juventude de Cacilhas - Ponto de Encontro

Destinatários: Aberto a todas/os as/os interessadas/os em corpo, política e coletividade, com ou sem experiência anterior. Para pessoas maiores de 18 anos dispostas a tocar e ser tocadas exaustivamente pelo outro.

Número máximo de participantes: 30

Participação gratuita. 

Inscrições através do formulário disponível em: https://www.casadadanca.pt/oficinas/ a partir de 10 de janeiro. 


 

Barricada é uma prática coletiva que propõe pensar proximidade como forma de resistência e o estar juntos como posição política. Uma figura coreográfica na qual um conjunto de corpos encadeados se articula e desarticula para marcar um momento no tempo e no espaço, questionando noções de autonomia para deslocar identidades e friccionar fronteiras. 

O nome barricada refere-se às táticas populares de insurreição que surgiram no século XVI, estruturas improvisadas que são construídas como um movimento de confronto, mas também como espaço de proteção para uma determinada comunidade. 

As barricadas são estruturas porosas, essencialmente coletivas, feitas de aglomeração improvisada de qualquer material, que deixam suas funcionalidades para formar um organismo único e plural.

O projeto Barricada vem sendo desenvolvido pelo coreógrafo Marcelo Evelin e a Plataforma Demolition Incorporada, desde Janeiro de 2019 nos seguintes contextos: ISAC – Instituto Superior das Artes Coreográficas – Bruxelas, Museu Reina Sofia - Centro de Estudios de Posgrado – Madrid (com a colaboração de Túlio Rosa), CND/ Camping– Paris, Universidade Shikoku Gakuin - Zentsuji, Porto Iracema das Artes – Fortaleza (BR), Residência Demolition Incorporada – Campo Arte Contemporânea – Teresina (BR), Festival NIDO – Rivera (UY).


 

Marcelo Evelin – Bailarino, coreógrafo e pesquisador. Vive entre Teresina e Amsterdão. Trabalha no Brasil, Japão e em vários países da Europa como artista independente a frente da Plataforma Demolition Incorporada, baseada no CAMPO, um espaço de Residência e Resistência das Artes Performáticas em Teresina, no Piauí. Seus espetáculos "De Repente Fica Tudo Preto de Gente", "Batucada" e "A Invenção da Maldade" circulam atualmente por teatros e festivais do mundo. Ensina na Escola Superior de Artes de Amsterdão desde 1999 e vem criando projetos junto a Universidades e cursos de mestrado, entre eles ISAC (Bruxelas), Museu Reina Sofia (Madrid), EXERCE (Montpellier) e CND (Paris). Em 2019 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Piauí. Recentemente criou "Drama" (2021) para La Manufacture (Lausanne, Suíça) e "La Nuit Tombe Quand Elle Veut" (2021) em colaboração com Latifa Laabissi. 

 


 

 OFICINAS 

 

__ ZONAS DE CONTATO

Com VANIA VANEAU

19 e 20 FEV 2022 

Das 11h às 14h

Local: Casa Municipal da Juventude de Cacilhas - Ponto de Encontro

Destinatários: Profissionais, estudantes e interessados em artes performativas com alguma experiência em práticas corporais. 

Número máximo de participantes: 20

Participação gratuita. Inscrições através do formulário disponível em: https://www.casadadanca.pt/oficinas/ a partir de 17 de janeiro (por ordem de receção).

 

A oficina Zonas de Contato propõe atravessar experiências físicas e sensoriais que ativam as diferentes camadas do corpo físico e psíquico numa relação de continuidade entre o corpo e seu entorno, através do uso de materiais de diferentes formas e texturas. 

Os tempos de práticas e de trocas permitirão observar particularmente as zonas de porosidade, de contorno ou fronteiriças. Zonas de contato, próximas ou distantes, que existem entre elementos visíveis e invisíveis e entre o espaço interno e externo dos corpos. 

A busca do "espaço entre" permite questionar a relação do corpo humano com o não-humano e explorar os emaranhados entre perceção, movimento e imaginação.
 

Vania Vaneau - Nasceu no Brasil e vive em França. Graduada na PARTS em Bruxelas e em psicologia na Université Paris 8. Participou de criações de Wim Vandekeybus, Maguy Marin, David Zambrano, Jordi Galí, Yoann Bourgeois e Christian Rizzo. Apresentou Blanc em diversos festivais da Europa, da América do Sul e da Ásia e recebeu com esta peça o Prémio Beaumarchais-SACD (Festival Incandescences 2015). Codirige a Cia. Arrangement Provisoire em Lyon com a qual é artista associada ao Le Pacifique CDCN de Grenoble de 2016 a 2020 e ao ICI-CCN de Montpellier de 2020 a 2022. 

A sua pesquisa coreográfica vincula o trabalho físico a um aspeto plástico da fabricação e manipulação de materiais, figurinos e objetos cenográficos. Vania Vaneau se interessa pelas múltiplas camadas físicas e psíquicas que compõem o corpo humano em uma relação de continuidade com o meio natural e cultural. Jogando com intensidades e contrastes, ela explora as fronteiras entre o interior e o exterior do corpo, materiais visíveis e invisíveis e cria coreografias de plasticidade sensorial e imagética.

 

 

 

Composição/Interpretação

__ O CORPO PENSANTE

Com VERA MANTERO

23 FEV a 4 MAR 2022

(exceto 26 e 27 de FEV)

Das 10h às 16h

Local: Casa Municipal da Juventude de Cacilhas - Ponto de Encontro

Destinatários: Profissionais, estudantes e interessados em artes performativas com alguma experiência em práticas corporais. 

Número máximo de participantes: 14

Taxa de inscrição: 50€. Inscrições através do formulário disponível em: https://www.casadadanca.pt/oficinas/ a partir de 17 de janeiro (por ordem de receção).

 

A relaxação, o uso da voz, a escrita, a respiração e a associação livre são alguns dos meios a serem usados neste workshop por forma a chegarmos aos movimentos, ações, estruturas e desejos de composição que se encontram neste momento em nós. Exploraremos alguns deles separadamente de forma a incorporá-los mais tarde em processos de improvisação mais longos ou complexos, ou mesmo em processos de composição. Serão também importantes os estados particulares de consciência, a atenção a sinais exteriores e interiores (awareness), o uso do espaço e a exploração de objetos e materiais. Ironia e mãos vazias levar-nos-ão mais longe ainda.
 

Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.

Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e cocriando projetos de música experimental.

Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospetiva do seu trabalho até à data, intitulada "Mês de Março, Mês de Vera". Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.

 CONVERSAS ONLINE 

 

​Marcelo Evelin
Volmir Cordeiro e Marcela Santander
Bruno Brandolino e Bibi Dória
Vania Vaneau 
  

Com o crítico RUY FILHO (BR) 

17 FEV a 12 MAR 2022

Ruy Filho  é crítico e curador brasileiro. Formado em Artes Plásticas, foi diretor e fundador da Cia. de Teatro Antro Exposto (2007-2011). Trabalhou com os diretores José Celso Martinez Corrêa (2001), Gerald Thomas (1999-2007) e Felipe Hirsch (2013-2018). É crítico de artes cênicas desde 2007, idealizando e fundando a plataforma Antro Positivo em 2011 ( www.antropositivo.com.br )

É curador e idealizador do OUTROS Festival de Arte ( www.outros.art ). Foi curador do “Encontros improváveis, mas não impossíveis”, em 2013 para o Sesc SP (Feira do Livro de Frankfurt). Assinou a programação de teatro, dança e performance do Centro da Terra (2017,2018,2019) em São Paulo e curador convidado da 50a. edição do FIT Rio Preto/Brasil (2019). É curador, idealizador e mediador do ADIANTE _ Cultura em Futuros (2020). É escritor e palestrante sobre as questões da Cultura e lançou em agosto de 2020 o programa em podcast “Diante d”. Já acompanhou como convidado de diversos festivais de arte pela Europa e América Latina, como DDD, Fitei e Alkantara (Portugal), WienerFestWochen (Áustria), Theatreteffen e Adelante (Alemanha), Holland Festival (Países Baixos), Fiba (Argentina), entre outros.